sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Reciclar é tudo !


  O vídeo nos mostra o final do processo, o tubo já esta pronto. Ele é feito em diversos tamanhos, e somente da cor preta.

Processo dentro da fábrica !


  Está empresa recicla o plástico, transformando ele em tubos para uso em irrigação e também para o transporte de minério na região do exterior.

Visita técnica na empresa Cris plásticos em Passo Fundo-RS

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Inacreditável !!

     Jovem norte-americana garante não produzir lixo há 2 anos
A norte-americana Lauren Singer mudou radicalmente a sua vida para deixar de produzir lixo. Mesmo morando em Nova York, uma das maiores metrópoles do mundo, a jovem de apenas 23 anos garante não ter que se preocupar com o descarte de materiais há dois anos.
A história de Lauren foi contada por ela mesma em um depoimento publicado no site MindBodyGreen. Segundo ela, a mudança começou a ser feita há três anos, quando ela se deparou com uma certa “hipocrisia” em sua vida. Como estudante da área ambiental, ela costumava se sentir incomodada com a imensa quantidade de embalagens descartadas pelas pessoas no cotidiano, como sacos de salgadinhos, garrafas plásticas, entre outras coisas.
Certo dia, ao chegar em casa e se preparar para começar a cozinhar o jantar, a jovem abriu a geladeira e percebeu que em sua própria residência, quase todos os alimentos também estavam embalados, desnecessariamente, em materiais descartáveis. Foi assim que ela decidiu que era hora de mudar.
Lauren concluiu que a única forma de eliminar o plástico de sua vida era produzindo ela mesma os itens necessários para a sua alimentação, higiene e limpeza. “Isso incluía tudo, desde pasta de dentes até os produtos de limpeza, todas as coisas que eu não tinha ideia de como fazer, eu tive que aprender, fazendo uma série de pesquisas online”, explicou.
O primeiro passo que ela deu para conseguir se aproximar do objetivo maior foi começar a andar com suas próprias sacolas retornáveis e frascos. Assim, a jovem podia optar apenas por produtos a granel em supermercados. O desapego também foi bastante importante nesta primeira fase. Ela doou as roupas que estavam fora de uso, retirando parte das coisas supérfluas de sua vida, e passou a comprar apenas em lojas de segunda mão.
A norte-americana também começou a atentar mais a detalhes simples. Recibos em papel, canudos em bebidas, sacolas plásticas, passaram a ser sempre rejeitados. Foi preciso muita persistência, ela mesma garante que não foi fácil e nem rápido, mas é possível.
Em troca, o esforço trouxe recompensas. Optar por alimentos frescos e produzidos localmente deixou as refeições muito mais saudáveis. Lauren também garante que está mais feliz. Sua rotina inclui um dia de compras por semana, em que ela visita mercados e produtores locais para abastecer a geladeira e garantir os ingredientes necessários para produzir itens de limpeza doméstica e higiene pessoal, que, segundo ela, são simples de serem encontrados e fabricados em casa.
As descobertas dessa jovem foram tantas, que ela já planeja a criação de uma loja para revender esses produtos feitos por ela mesma e que ajudam a evitar a produção de resíduos. 





Fonte: Redação CicloVivo   Data:24/11/2014

domingo, 23 de novembro de 2014

Noticias e novidades recentes...


GranBio dá início à produção de etanol 2G à base de palha e bagaço da cana


Até o presente momento, o etanol produzido no Brasil era feito a partir da cana de açúcar. Recentemente, a empresa de biotecnologia GranBio, fundada pela família Gradin, anunciou que deu início no País à produção de segunda geração (2G), elaborada à base de palha e bagaço da cana.
A fábrica,  primeira unidade produtora em escala comercial do hemisfério Sul, poderá mudar uma tradição de mais de 500 anos no jeito de se produzir álcool. O principal desafio dos Gradin, neste momento, é tornar o seu negócio rentável, uma vez que as tradicionais usinas do setor enfrentam uma das piores crises de sua história.
Instalada na cidade São Miguel dos Campos, em Alagoas, a unidade Bioflex 1 recebeu investimentos de US$ 190 milhões na parte industrial, US$ 34 milhões acima do previsto inicialmente, e outros US$ 75 milhões em cogeração de vapor e energia, em parceria com a usina Caeté, do grupo Carlos Lyra, totalizando US$ 265 milhões. O BNDES financiou R$ 300 milhões desse projeto. 
A  Bioflex 1 terá capacidade para produzir, por ano, 82 milhões de litros de etanol anidro (que é misturado à gasolina) e deverá operar a plena carga a partir de 2015. Cerca de 50% da produção será exportada e a outra metade, comercializada na região Nordeste do País, dependendo das condições do mercado. A expectativa inicial é de que a primeira planta de etanol de 2G da GranBio atinja faturamento de R$ 150 milhões em 2015.
Expansão
Criada em 2012, a GranBio tem como sócios a família Gradin, com 85%, e o braço de participações do BNDES (BNDESPar), com 15%. O banco aportou R$ 600 milhões na empresa, controlada pela GranInvestimentos.
 O plano da GranBio é erguer outras 10 plantas de etanol 2G, com parceiros, até 2022, em um investimento que deve somar R$ 4 bilhões, afirmou ao Estadão Bernardo Gradin, presidente da GranBio. A meta é atingir a produção de 1 bilhão de litros de etanol 2G nesse período. Segundo Gradin, a segunda planta do grupo deve entrar em operação a partir de 2016. "Os investimentos nas futuras fábricas deverão ser mais baratos que os da primeira."

Custo de produção
 
"A expectativa é de que nos próximos meses o custo de produção de etanol de segunda geração seja 20% mais baixo que o da primeira geração", projetou Bernardo. O custo de produção de etanol de primeira geração gira em torno de R$ 1,50 por litro, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).
 
A subsidiária da M&G tem uma planta de demonstração (menor escala) de etanol de segunda geração. Neste ano, três grupos, a DuPont, Poet e Quad County, começaram a produzir o combustível em escala comercial, nos EUA. No Brasil, a Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, e a usina São Manoel também apostam nessa tecnologia.
Enquanto o ciclo de produção de uma usina sucroalcooleira tradicional dura o tempo da moagem da cana - no Centro-Sul do Brasil vai de março a dezembro -, uma fábrica de segunda geração funciona independentemente da safra de cana, 12 meses por ano, conforme a disponibilidade da matéria-prima (palha e bagaço), que ainda são tratadas como "sobras" por boa parte das usinas do setor.
Potencial brasileiro
 

O Brasil tem potencial de aumentar em 50% a produção de etanol apenas com uso de palha e bagaço, sem necessidade de ampliação de canaviais, de acordo com Gradin. A GranBio desenvolveu um sistema próprio de armazenamento da matéria-prima que a coloca entre as mais competitivas do mundo.
 
Os planos da GranBio são investir também em bioquímico renovável. Em 2013, fechou parceria com a Rhodia (da Solvay) para a produção de bio n-butanol, que é usado em larga escala pelas indústrias químicas.



         Unidade da Bioflex antes da conclusão da obra, em São Miguel dos Campos (AL).


Fonte: Redação EcoD


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Reportagem sobre ATERRO SANITÁRIO

       Como é construído um aterro sanitário?

Basicamente escolhe-se um terreno grande e vazio onde o lixo vai sendo acumulado em camadas. Mas esse processo é muito mais complicado do que parece. A primeira - e principal - dificuldade é selecionar o local do aterro. É preciso apresentar um estudo de impacto ambiental e obter licenças para instalar e operar o depósito de lixo - já no projeto de instalação, os operadores do aterro precisam deixar claro, por exemplo, como ele será fechado, depois de pelo menos dez anos. Há até uma audiência pública para ouvir as pessoas que moram nos arredores do terreno escolhido. Esse processo demora anos. Aí começa, de fato, a construção do aterro (veja no infográfico abaixo). A maioria dos aterros é municipal, mas a operação fica por conta de empresas concessionárias, que geralmente são as mesmas responsáveis pela coleta de lixo na cidade. Lixo industrial e hospitalar é depositado em aterros específicos, cujo processo de instalação e operação é ainda mais complexo.

Montanha de lixo
Um aterro pode atingir até 100 metros de altura
1. O aterro começa com a escavação de um grande buraco. Mas, antes disso, o solo é perfurado até o lençol freático para verificar se não é arenoso demais e calcular o limite da escavação: o fundo não pode ficar a menos de 2 metros do lençol
2. Tratores compactam a terra do fundo do buraco. Sobre o solo compactado é colocada uma espécie de manta de polietileno de alta densidade e, sobre ela, uma camada de pedra britada, por onde passam os líquidos e gases liberados pelo lixo. A cada 5 metros de lixo é feita uma camada de impermeabilização
3. Para drenar o percolado (líquido que sai do lixo misturado à água da chuva) a cada 20 metros são instaladas calhas de concreto, que levam a mistura nojenta até a lagoa de acumulação
4. Para evitar que alguém jogue lixo clandestinamente ou que algum desavisado entre no aterro, a área é toda cercada. Em São Paulo, por exemplo, é obrigatório criar um cinturão verde de pelo menos 50 metros de largura ao redor do aterro, com vegetação nativa
5. O lixo solta gases, que são captados por uma rede de tubos verticais cheios de furinhos. Por esses canos, os gases sobem e chegam à superfície do aterro. Alguns gases são recolhidos em tambores e outros são liberados na atmosfera - o metano, em contato com o ar, pega fogo
6. Engenheiros calculam que cada metro cúbico de lixo pesa cerca de 0,6 tonelada. Cada camada do aterro tem 5 metros de altura: 4 metros de lixo e 1 metro de terra, brita e a manta de polietileno. Em cidades pequenas, o limite é de três camadas, mas nas metrópoles elas chegam a 20
7. O percolado, aquele líquido que escorre da montanha de lixo, é tratado no próprio aterro e lançado no esgoto ou, como acontece em São Paulo, é recolhido em um "piscinão" e transportado em caminhões para uma estação de tratamento de esgoto
8. Balanças parecidas com aquelas que vemos nas estradas controlam a quantidade de lixo que chega ao aterro em cada caminhão. Caminhões coletores como os que vemos nas ruas carregam de 7 a 9 toneladas, mas há carretas capazes de levar até 40 toneladas por viagem
9. Esta é a área responsável por coordenar e monitorar as atividades do aterro. É aqui também que se avalia se já é hora de encerrar as atividades do aterro e encomendar a construção de um novo
10. Quando o aterro esgota sua capacidade, é preciso fechá-lo. A maior parte deles dá origem a áreas verdes de conservação. Como o gás e o percolado continuam sendo gerados por pelo menos 15 anos, não se recomenda que o terreno seja usado para construções







Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Reportagem

Do garimpo à logística reversa

Sem logística reversa, hoje, um país não faz projetos a longo prazo. Para chegar lá, organização empresarial é estratégica

Paulo Roberto Leite
Até 1994, o Brasil não produzia celular; hoje, são mais de 190 milhões. Também não produzia computador; entram hoje no mercado 14 milhões de novas unidades ao ano. Todos eles duram pouco nas mãos do usuário, já que o homem virou um grande consumista, que venera novas compras. O pior é que, após o consumo, só 1% dos celulares e menos de 5% dos computadores retornam aos fabricantes brasileiros. Sem valor agregado, acabam no lixo comum ou em locais impróprios.
No Brasil, estima-se que apenas 6% do que se fabrica retorna à cadeia produtiva por ter valor agregado - caso das baterias de automóveis e do alumínio, por exemplo. Ainda que baixo, esse percentual de logística reversa dos produtos nacionais movimenta até 10 bilhões de reais por ano, grande parte devido a produtos que ainda não foram consumidos e uma pequena parcela de produtos usados.
 A Política Nacional de Resíduos Sólidos chega agora ao país atribuindo a todo o elo da cadeia produtiva a responsabilidade compartilhada pela destinação dos produtos usados, agora denominados resíduos sólidos, diferenciando-os dos rejeitos. A obrigatoriedade da medida dá a largada para que se explore o potencial de retorno intrínseco a alguns produtos e suas embalagens, como também para que empresas se organizem setorialmente para arcar com os custos do sistema.

Apenas 6% do que se fabrica retorna à cadeia produtiva brasileira por ter valor agregado. Ainda que baixo, percentual movimenta até 10 bilhões de reais por ano
Afinal, logística reversa é cara. Quando o valor agregado não é bom, a conta não vai equilibrar nunca. Embora varie muito de um produto a outro, a recuperação de valor dos componentes e materiais constituintes desses produtos não representa, via de regra, mais do que 30% do custo total da logística reversa de pós-consumo. Quanto mais empresas no pool, menor será o ônus individual.

Nesse processo, o Brasil tem muito a aprender. A lição principal é a de adaptar modelos já testados que integrem os elos da cadeia. Na nossa realidade, além dos setores produtivos, isso inclui o catador, que hoje vive na informalidade, em condições inóspitas, sem garantias sociais. Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o catador será incluído no sistema formal. Para estar ali, precisará reeducar o olhar e reaprender a trabalhar. A triagem que ele faz hoje deixa a desejar do ponto de vista da logística reversa. Ele garimpa ferro, papelão e metais. O resto, sem valor de venda, ele deixa para trás. São milhares de pessoas disputando os mesmos produtos e preterindo toneladas de objetos que precisam ser recuperados.

Para reaproveitar todo esse novo volume, o mercado deverá superar certos preconceitos sociais e industriais quanto ao consumo. Matéria-prima reciclada ou mesmo motor manufaturado não têm necessariamente baixa qualidade, como o senso comum insiste em dizer. Poderão ter certificações, comprovação de qualidade, excelência de performance. Outro preconceito a combater é aquele que diz que o cidadão não contribui na devolução dos produtos. É necessário oferecer condições logísticas adequadas a ele e incluir o comércio local na solução.  
Setores produtivos precisam conversar mais, do fabricante ao varejo, trabalhar junto para achar caminhos e, claro, estimular o consumidor. Sem envolvimento e organização empresarial, não há logística reversa que funcione. E sem logística reversa, hoje, um país não faz projetos a longo prazo.
Paulo Roberto Leite é presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), professor e idealizador do curso de pós-graduação em Logística Empresarial da universidade Mackenzie e autor de Logística Reversa - Meio Ambiente e Competitividade (Editora Pearson / Prentice Hall, 256 pág).




Fonte: Pesquisa na internet nos livros da Editora Pearson.